Não se trata de uma ameaça, mas sim de uma condenação.
Em Vila Nova de Gaia existe um paraíso, de muitos, eu diria, de quase todos desconhecido. Privilegiado eu e alguns amigos da CAK que temos o prazer de conhecer este local, devido ao nosso incurável vício de acordar cedo ao Domingo e pedalar por esses trilhos, diga-se, cada vez mais escassos, da nossa cidadela.
Se não conhecesse esta fabulosa Quinta, poderia entender que o projecto megalómano (45 edifícios e 1238 fogos) que ai está destinado até poderia ser uma boa iniciativa, na medida em que eventualmente contribuiria para o desenvolvimento e "requalificação" da zona e para a criação de habitação de qualidade. Mais, permitiria a quem tivesse suficientes Euros ou crédito na banca, comprar uma habitação de luxo num dos locais que possui sem dúvida a melhor vista sobre a cidade do Porto - abelissima vista da foz do Douro. Pois aqui é que está o problema. A quinta Marques Gomes, conhecida no nosso meio como a Quinta do Cavalo sem Cabeça, é uma relíquia e está condenada. Está condenada porque a Câmara de Gaia cedeu aos interesses, diga-se legítimos, de quem está certo que com a sua destruição fará um óptimo investimento.·
Agora pergunto:
Não haveria forma de requalificar este espaço, aliando os interesses e benefícios económicos a enormes benefícios sociais para os Gaienses e cidadãos em Geral, permitindo que se pudesse começar a desfrutar de um espaço extraordinário como este?
E não estou a falar de criar mais um parque Biológico!!!
Não poderia a beleza e raridade de um local como este, excelentemente situado entre Gaia e Porto, ser aproveitada como uma mais valia dinamizadora de um novo e promissor pólo de atracção turística e de lazer na zona do grande Porto?
Estou certo que sim... mas também sei que as campanhas eleitorais custam muito dinheiro e mais a mais, o pano das bandeiras está pela hora da morte!!!!
Se quiserem saber e ver mais sobre este local visitem http://dias-com-arvores.blogspot.com/2005/02/visita-quinta-de-marques-gomes.html
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário