Eles são grafólogos, que nos traçam o padrão de personalidade através da forma como escrevemos e nos vedam o acesso a um emprego porque a "fdp" da perna do “g” sai em forma de testículo. Eles são Fengshuistas que nos dizem como devemos arrumar a cómoda lá de casa para atingir a harmonia na nossa vida. Há também os estudiosos de numeração de páginas de dicionários (procurem bem que pelo menos um vão certamente encontrar).
Pois eu quero aqui anunciar a descoberta e o lançamento oficial de uma nova especialidade do foro psico-sociológico que não é mais do que a interpretação do calçado que cada um usa - A Sapatiquiatria.
E não caiam na tentação de confundir esta nova especialidade cientifica com nenhuma das charlatanices acima referidas. Para mim, é clara como a água, certeira e objectiva a verdade que consigo retirar da análise baseada no calcado. Cumpre-me pois como pioneiro investigador desta especialidade, humildemente tentar fazer com que vós consigais ver o mesmo que eu e com a mesma clarividência. Só assim poderei fazer desta actividade mais uma disciplina credível e aceite pela comunidade científica.
Nada melhor para começar e para vos entusiasmar para este novo ramo da ciência que irmos á prática.
Assim sendo, começo por um parente muito próximo de um sapato que é já um clássico da Sapatiquiatria – o Sapato à comunista e que a seu tempo também verá as suas particularidades dissecadas neste blog.

Este sapato, identifica sem qualquer margem para dúvidas, à semelhança do “sapato à comunista” o seu dono como eleitor de partidos de esquerda – Sempre do PCP para a esquerda. O seu dono situa-se na faixa etária dos 16 aos 38 anos, é frequentador assíduo da festa da Atalaia e não perde uma oportunidade para partilhar um charro com a malta. Normalmente usa camisola branca um pouco suja, tipo serra da estrela e lenço roxo ao pescoço. Outra particularidade deste sapato é o facto de ser usado por ambos os sexos, sendo que quando nas mulheres é acompanhado normalmente por uma saia até aos tornozelos e uma saca ao ombro feita de vários tecidos emendados.
O cabelo das suas portadoras é normalmente comprido e frisado, a sua tez é branca e têm pelos abundantes nas pernas. Podem ainda usar óculos, por vezes acentuadamente graduados. Os donos destes sapatos têm forte apetência pelo artesanato podendo mesmo fazer disso a forma de sua sobrevivência.
Gostam muito de se sentar em roda e para que a noite seja bem passada basta-lhes uma guitarra e uma mortalha. Não frequenta discotecas, não porque não queira, mas sobretudo porque nunca o deixaram entrar!
Por agora fico por aqui...
Brevemente mais sapatos serão aqui analisados.

2 comentários:
O senhor só poder ser fascista!Tá-se mesmo a ver.
já agora agora, como é o sapato à "betinho"?
Ser comunista é partilhar com os outros toda a nossa riqueza espiritual e material. Não cedemos ao capital, e o mais importante é que somos felizes e continuaremos a lutar por uma sociedade sem classes.
Mais vale acreditar no Pai Natal do que nos ideais comunistas!
Essa da partilha da riqueza..
Veja-se na China...isso é que é Partilhar!!!
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